! Porque os dourados já viraram clichê
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segunda-feira, 31 de agosto de 2009
terça-feira, 28 de julho de 2009
Lama
Sei lá, mas ás vezes acho que meu coração é feito de merda e você é uma minhoca que se afunda nele por instinto. É tudo sujo, sabe? Garoto mentecapto que não se importa com porra nenhuma, quer só nadar na lama até o fim de seus dias. Eu não entendo como tamanha insensatez possa me deixar tão atraída. Talvez, você também sinta o mesmo em relação ao errado, mas somente ao errado mesmo. Será esse o motivo do qual me despreza tanto?
B.
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Para o Fabricante Daquele Maldito Jogo
Concordo que é realmente formidável a arte do desapego, a rapidez de se (des)apaixonar. O prazer de esnobar supera qualquer outro de sedução verdadeira. Mas isso quando você está com total controle da situação e não quando não passa de um mero jogador. Não tente me convencer alegando que jogar é tão divertido quanto inventar o jogo. Se machucar, se perder, ficar confuso, andar em carne viva até querer voltar e perceber que não há volta, ao menos que se acabe logo com aquilo e receba um Game Over. Também não me venha com essa conversa de que tudo vale a pena, não venha com seu clichê demonstrando o quão importante é tentar, mesmo que não tenha ganhado. Você só fala, fala e fala, mas ouvir, você não ouve a ninguém. Agora tente entender o porquê de tantas pessoas não darem valor a esse maldito Jogo do Amor. Mesmo que a vontade de dar um replay seja maior que a dor.
B.
sexta-feira, 10 de abril de 2009
Flashback
Cinco dias após o show, a tristeza e o nojo ainda não passaram. Ela caminhava pela casa como se fosse um cenário só dela feito para pensar em tudo e em todos. Ou melhor, feito para pensar em somente algumas pessoas. Descobrira que das três últimas que se diziam gostar dela, hoje soltam risos irônicos por fora vendo o quanto ela sofrera por dentro.
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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Dá Um Afeto Aí, Tio?
Carência afetiva. O resumo da população mundial ou pelo menos, de todas as pessoas que conheço. Família, vizinho, amigos. Todos eles movidos apenas pelas esmolas de afeto jogadas por qualquer um que apareça e diga que os ama.
Mendigos de alma. Alguns inocentes outros insolentes, mas todos com os olhos vidrados para quem os tratem mal. Sentados na calçada da vida, na estrada da morte. Vão com o primeiro que oferecer afeição juntamente com uma máscara.
Não importa se você é quem mendiga afeto ou se é quem cospe amor nos outros. Lembre-se que o mundo não pára de girar.
Mendigos de alma. Alguns inocentes outros insolentes, mas todos com os olhos vidrados para quem os tratem mal. Sentados na calçada da vida, na estrada da morte. Vão com o primeiro que oferecer afeição juntamente com uma máscara.
Não importa se você é quem mendiga afeto ou se é quem cospe amor nos outros. Lembre-se que o mundo não pára de girar.
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
Girl, Interrupted ?
"Sei exatamente como é querer morrer, como dói sorrir, como vc tenta se ajustar e não consegue, como você se fere por fora tentando matar o que tem dentro..."Ela acaba de assistir Garota Interrompida. Ao som de Coldplay, começa a pensar com seus olhos molhados. Pegou filme à uma hora de início, mas ainda sim resolveu assistir. Viu a cada detalhe, todas as frases ditas e cada gesto feito e desfeito. Não tinha como não se sensibilizar com a frieza de alguns e sentimentos de outros.
O filme terminou. Ela foi para o banheiro lavar o rosto, mas acabou lavando a alma. Sentou-se numa posição fetal encostada na pia e desabou a chorar. Não se sabe o porquê, mas sempre quando está triste, costuma encostar-se a pia do banheiro. Talvez seja porque ela é concreta o suficiente para apoiar a garota ou assim como a menina, ela é fria e suja.
Quando briga com o mundo, quando chega da escola decepcionada, quando assiste ao um filme que toca. Não importa. Tranca-se lá e chora apoiada na pia como se fosse sua mãe ou sua melhor amiga. A diferença é que a pia nunca está ocupada demais para ouvir a pequena.
Minutos depois, levantou-se e foi inevitável olhar a vergonha no espelho. Viu aquela garotinha covarde que tirou um pouco de si para se escorrer no rosto, ela não costuma chorar por coisas banais, apenas solta a tristeza nos momentos banais. Talvez, ela pudesse encher os olhos de delineador e sair por aí como faz todo dia na escola. Mas já era 01h03 AM, e tudo já voltara ao normal quando saiu do banheiro e se abriu para seu diário.
O filme terminou. Ela foi para o banheiro lavar o rosto, mas acabou lavando a alma. Sentou-se numa posição fetal encostada na pia e desabou a chorar. Não se sabe o porquê, mas sempre quando está triste, costuma encostar-se a pia do banheiro. Talvez seja porque ela é concreta o suficiente para apoiar a garota ou assim como a menina, ela é fria e suja.
Quando briga com o mundo, quando chega da escola decepcionada, quando assiste ao um filme que toca. Não importa. Tranca-se lá e chora apoiada na pia como se fosse sua mãe ou sua melhor amiga. A diferença é que a pia nunca está ocupada demais para ouvir a pequena.
Minutos depois, levantou-se e foi inevitável olhar a vergonha no espelho. Viu aquela garotinha covarde que tirou um pouco de si para se escorrer no rosto, ela não costuma chorar por coisas banais, apenas solta a tristeza nos momentos banais. Talvez, ela pudesse encher os olhos de delineador e sair por aí como faz todo dia na escola. Mas já era 01h03 AM, e tudo já voltara ao normal quando saiu do banheiro e se abriu para seu diário.
domingo, 25 de maio de 2008
Filosofia Ultrapassada
Hoje finalmente me encontrei, mas acabei fugindo. Não conseguia olhar aquele buraco sugando minha inteligência (da qual, agora, fazem pouco caso dela) e minha compaixão (que me ajudava disfarçar a hipocrisia humana).
Percebi que aquilo era muito para o pouco que tenho. Também notei que os momentos insatisfatórios que meus colegas passavam uma vez ou outra, se resumiam em dias de minha vida.
Pessoas se divertem enquanto aqui, fico eu, teclando com meus pequenos dedos tortos, bebendo refrigerante e pensando no que exatamente eu queria dizer quando citei que tudo isso é ultrapassado.
Percebi que aquilo era muito para o pouco que tenho. Também notei que os momentos insatisfatórios que meus colegas passavam uma vez ou outra, se resumiam em dias de minha vida.
Pessoas se divertem enquanto aqui, fico eu, teclando com meus pequenos dedos tortos, bebendo refrigerante e pensando no que exatamente eu queria dizer quando citei que tudo isso é ultrapassado.
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